
Uma coisa é fato: de SEO, talvez elas entendam. Ao procurar por “mídias sociais” no Google, são elas que aparecem na coluna da direita, a dos links patrocinados. Tá, não é SEO, é leilão de palavra-chave. Tudo bem, mesmo assim, elas estão investindo e afirmando que entendem do assunto e que os empreendedores podem confiar suas marcas aos seus cuidados. Vamos ver?
Dialeto.net
A primeira agência possui um site bem limpo, com javascript e sem flash. Uma modelo loira ao notebook é a “imagem conceitual” da empresa. Sobre mídias sociais, segundo as próprias palavras da agência: “Com uma enorme experiência em Mídias Sociais, a Dialeto tem ferramentas de monitoramento e análise [...] estrategistas que identificam crises de reputação e oportunidades”. Me ocorre: enorme experiência? Peraí, este tipo de serviço é tão antigo assim? #fail Continuando, o index do site (Approach no menu) retorna uma página 404. Na Clientes, todos os logotipos estão com links quebrados, nenhuma imagem é exibida – e nenhum trabalho mostrado. No blog da empresa, algumas notícias interessantes, slides… e os links padrão do WordPress! #fail Presença apenas no Twitter, maior parte RTs, 500 seguidores.
Nocaute.net
Esta possui um site mais bonito e simplista, tudo numa única página. Tem um diretor bacanão, que agrega credibilidade. Mas aí tenta convencer seu prospect qualificado que vale a pena investir em mídias sociais com um vídeo em inglês, o “Did You Know”. #fail E o melhor: a agência não disponibiliza acesso a nenhuma presença dela própria nas mídias sociais. #fail
Anfíbia
O site desta agência já é um pouco maior, agradável de navegar. Parecem entender de marketing digital mas… chamam o trabalho em mídias sociais de seeding! #fail (Seeding?) Essa tem um blog mais legal, ativo e com conteúdo. No Twitter, proporção 2 seguindo para 1 seguidor (quase um mass follower). A maior parte dos tweets são links para o próprio blog e, pasme, com URLs grandes! #fail
M2BRnet
Com um nome super bonito e original, o site dá conta do recado. Pra explicar as mídias sociais, divaga sobre o termo web 2.0 (que divide mares) e indicam um case no SlideShare (com menos de 200 visualizações #fail). No case, demonstram como utilizaram seeding no Orkut, que até deu resultado, mas na divulgação do link do site do cliente. Ou seja, foram escravos do Analytics, focando na visitação e pageviews do site, não no diálogo, no relacionamento. Twitter deles? Fraquinho também.
DigiPronto
Primeiro erro: vídeo com autoplay #fail, que dá aquele susto com o som que começa a rolar. De resto, o site está de acordo com as tendências recentes. Conta alguns cases legais sobre sites e campanhas, mas nada de mídias sociais – nem descrição do serviço. O Twitter tem 75 seguidores.
GloGs (agência digital . org)
O site da última colocada tem visual bacana, mas apresenta trabalho em mídia social em pacotes. Ou seja, generalizam (segundo texto deles): criam perfis e comunidades, publicam textos algumas vezes por semana – dependendo do plano escolhido! #fail, respondem os comentários e enviam relatórios com alcance, quantidade de mensagens, comentários, etc. Eles não disponibilizam acesso a nenhuma presença deles nas mídias sociais. #fail
Conclusão
Talvez seja cedo demais para confiar em agências que se dizem especializadas em mídias sociais. Na verdade, como muitos profissionais concordam, todos têm teorias e metodologias, mas no fundo não há uma grande fórmula absoluta e infalível, nem profissionais que saibam de tudo. Gurus, especialistas e outros estão por aí, com o mesmo discurso destas agências. Fico até com receio quando me apresento, prefiro falar que sou webwriter e trabalho com mídias sociais. O melhor caminho talvez seja buscar auxílio naquela agência de marketing web que você já confia, ou então buscar por consultores e escutar alguns, para avaliar quem tem mais potencial para ajudar sua empresa nesta empreitada que, a primeira vista parece simples, mas é muito, muito complexa – e enriquecedora.








Olá Átila,
Ficamos surpresos e ao mesmo tempo felizes ao ler o seu post sobre as supostas “agências de mídias sociais”. O fato de termos sido citados, entre tantas outras agências, foi muito significativo. E a oportunidade de melhorarmos, algo que consideramos crucial para quem está no segmento, teve igual importância.
Quando você visitou o nosso site, estávamos passando por um processo de mudança para implementar a nova proposta visual, que hoje está no ar.
Após seus comentários, retiramos o autoplay do áudio e colocamos a descrição de nossas competências com os respectivos cases. Agora os visitantes encontram as nossas especialidades e referências de cases/clientes em cada uma delas. Se quiser fique a vontade para fazer uma visita. Comentários serão sempre muito bem-vindos.
Queremos deixar um espaço aberto para trocarmos informações.
Obrigado pelas críticas!
Abs,
Equipe DigiPronto
Assim como a M2BRnet, fico muito contente com a manifestação da DigiPronto. Demonstra que de fato monitoram a internet em busca de menções e encaram críticas como oportunidades de melhorar. É muito bom saber que minha opinião é relevante e minhas críticas fazem sentido. Espero que mais empresas adotem esta postura receptiva e progressiva, e que os usuários critiquem mas também reconheçam o esforço e a evolução das empresas.
Parabéns e obrigado pela resposta, Elaine!
Boa sorte à DigiPronto, um grande abraço!
Olá Átila!
Primeiramente, 2 coisas:
1) Desculpe nossa demora em responder
2) Queremos agradecer, muito mesmo, pelas críticas, porque achamos super válido saber a opinião das pessoas sobre qualquer coisa sobre a agência. E, pode apostar, procuramos crescer com as críticas.
=)
Só gostaríamos de ponderar sobre 2 coisas do seu texto, talvez para apagar ou diminuir alguma impressão sobre o trabalho da agência.
“indicam um case no SlideShare (com menos de 200 visualizações #fail).”
Para nós, termos 140 visualizações no case que fizemos para o cliente, é, de certa forma, ultra positivo. Simplesmente porque este case praticamente não é divulgado. Ele serve como ilustração para alguns clientes sobre um dos trabalhos que desenvolvemos por aqui. Desta forma, seria uma grata surpresa se ele tivesse muitas visualizações.
“Ou seja, foram escravos do Analytics, focando na visitação e pageviews do site, não no diálogo, no relacionamento”
Por tratar-se de um caso, o que mais impacta os clientes ainda são os números, porém ele está recheado de exemplos de bom relacionamento com comunidades e engajamento dos usuários com a divulgação do site.
Bem, é isso… como dissemos, toda crítica é bem vinda, e as suas, em particular, servirão para tentarmos melhorar nossa imagem no curto prazo.
Grande abraço
Fico muito contente com sua postura, condizente com a postura que devemos assumir nas mídias sociais: abertura total às críticas, encarar de frente e não se esconder. Parabéns pela postura, pela resposta e pela disposição em receber o feedback e explorar seus aspectos positivos. Sucesso, um abraço!
Certamente afirma-se como “especialista em redes sociais” é um caminho perigoso. Acredito que a aplicação dos conceitos de SNA (campo anteriormente desenvolvido nas Ciências Sociais) para o contexto de internet ainda levará certo tempo para validar-se em termos científicos…
Entretanto, pelo ponto de vista mercadológico, também vale a ponderação. Não há como exigir um embasamento acadêmico, pelo menos por hora. O mercado se segmenta, e a partir dai sim, vale a questão mais aprofundada sobre o uso do termo.
Excelente análise. Concordo com o ponto que aponta ser difícil autoafirmar-se especialista em um tema recente como mídias/redes sociais. Sou jornalista e assessora de imprensa viciada em MKT e apaixonada por redes/mídias sociais. Mas confesso estar ainda pesquisando, experimentado e analisando todos os pontos para, em breve, me autoproclamar (e, por extensão a minha empresa de comunicação, que acaba de nascer)uma conhecedora do assunto. Quem sabe, depois, uma especialista! Adorei os toques e dicas! Abs!
Obrigado por seu comentário, Luciana! É muito gratificante obter feedback positivo, demonstrando que minha análise foi relevante. No Twitter, já somos recíprocos. Agora, quero ver sua empresa ganhar espaço!
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