Archive for the ‘Institucional’ Category
Com a sustentabilidade (ainda) em alta, o marketing verde traz não apenas consequências positivas, mas também novas formas de manipular informação em favor próprio. Este é o caso do greenwashing, que muita gente ainda nem ouviu falar, mas que já causa polêmica no mundo corporativo.
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Juro que, por dedução lógica instantânea, pensei se tratar de lavagem de dinheiro. Mas é bem diferente: é um neologismo que resume algumas antigas práticas de desinformação disseminada por uma organização, ou seja, manipulação de alguma informação de forma a favorecer a imagem da empresa – geralmente com relação ao meio ambiente.
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“Greenwash não inclui apenas informações enganosas, mas principalmente o ato malicioso de aumentar a importância de fatos irrelevantes e disfarçar uma fraca atuação ambiental [...] vem sendo usado por ambientalistas para nomear práticas de ‘responsabilidade ambiental’, promovidas por empresas, que não passam de ações de marketing não vinculadas à estratégia do negócio. [...] Em um mundo em que a ‘Economia Verde’ e as boas práticas de sustentabilidade ganham importância na decisão dos consumidores, e em que boa parte dos ativos das empresas é intangível, parecer ‘verde’ é cada vez mais importante”¹
(Fábio Bazanelli)
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Encontrei um case ótimo descrito neste blog, entretanto o autor parece confundir greenwashing com marketing verde. Marketing verde é aproveitar-se e investir nas ações que podem gerar imagem positiva para a empresa por sua atuação real em favor do meio ambiente. Greenwashing já é algo como dar uma árvore, cortar dez e divulgar que ajuda o meio ambiente porque plantou uma (omitindo o corte das dez). Confira o exemplo:
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“a Ford lançou a SUV Hybrid em 2004, que usava o combustível de forma mais “verde” – mas “esqueceu” de avisar aos consumidores na propaganda que só produziria 20,000 unidades por ano, quando sua produção da nada ecológica linha das F-1000 e afins era de mais de 80,000 por ano. Ou seja, o “carro verde” da Ford era apenas uma parte da história publicitária, a parte que lhe convém mostrar e que joga para debaixo do tapete todo o péssimo posicionamento em emissão de carbono que seus carros possuem. A Ford produziu na verdade uma ação marketeira de greenwashing, pura e simples”
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Podemos até classificar como greenwashing, mas é preciso ter em mente que não há a mesma demanda para haver produção equivalente. Carros com fontes de energia alternativas, como os elétricos, engatinham há muito tempo, com carros-conceito que só recentemente começaram a ser fabricados. Ainda é cedo pra determinar sua aceitação, o crescimento da demanda e declará-lo um substituto dos irmãos emissores de CO².
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Fonte:
¹ BAZANELLI, Fábio. Revista RI, n.º 128. Rio de Janeiro: IMF editora. Dezembro de 2008.
Muitas marcas alteram sua identidade visual ao longo de sua existência, buscando modernização, renovação, libertar-se de conceitos, agregar novos valores, etc. As causas podem ser muitas, e a quantidade de mudanças é impressionante. No final da minha graduação fiz um trabalho sobre a escola de idiomas Fisk, no qual eu sugeri que seu logotipo fosse modernizado, retirando-se as serifas. Parece que me ouviram pois, ano passado, modernizaram o logo!
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Dito isso, não vou me estender mais, vamos à imensa galeria de evolução dos logotipos que eu coletei! (e que, mesmo sendo grande, deixou de fora vááárias)
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Fontes:
http://www.neatorama.com/2008/02/18/evolution-of-car-logos/
http://intermexe.com.br/blog/2008/05/logotipos/
http://tatimolini.wordpress.com/2009/01/30/evolucao-de-mais-logos/
http://amandadesigner.wordpress.com/2008/04/22/novo-logo-da-globo/
http://blogoldschool.blogspot.com/2009/01/evoluo-dos-logotipos.html
http://audienciadetv.blogspot.com/
http://blogtelevisual.com/
http://www.webtuga.com/a-evolucao-do-logotipo-da-apple/
http://www.c9dd.co.uk/
Caixa baixa e apenas tipos. É assim que se apresenta a peça de jornal da Visa, parte integrante da campanha “Go”. Há algum motivo para a escolha de minúsculas ou é apenas design por design? Prejudica a leitura ou não? Se o vídeo é tão rico em apelo emocional visual, por que optaram por alltype para mídia impressa?
Na versão impressa o “Go” confunde menos do que no vídeo. Mesmo assim, indiretamente a Gol linhas áreas pode estar se beneficiando, mesmo que a audiência não perceba: a marca pode ser lembrada e os valores de confiabilidade e até mesmo o relacionamento criado com a campanha institucional podem agregar valor à Gol.
Não, não. Só mais um grande ruído no melhor estilo lost in translation.
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Ouve-se falar que a tendência agora é empurrar slogans curtos. Pois a TBWA/Chiat/Day de Los Angeles ajudou a Visa nesta missão. Uma campanha institucional suntuosa. Só que, para exportá-la, é preciso planejamento.
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Vamos exportar comunicação. Ok, primeira coisa a verificar: que língua se fala no país de destino? Culturalmente compatível? E o cenário mercadológico? Bah. Três perguntas que esqueceram de fazer.
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Resultado? Uma campanha visualmente incrível, só que cheia de ruídos.
- Primeiro ruído: duplo slogan: “GO.” era o mote em inglês, que marca presença visualmente nas peças. Então, junto ao “GO.” empurraram um “Mais pessoas vão com Visa”. Qual é o slogan? Então Visa me carrega? Visa é transporte para que eu vá com ele?
- Segundo ruído: a palavra, em inglês, “go” tem pronúncia muito próxima da palavra, em português, “gol”. É gol? Visa tem algo que ver com futebol?
- Terceiro ruído: a predominância da cor laranja somada à pronúncia “gol”, somada ao slogan “Mais pessoas vão”, criam uma baita confusão entre uma empresa de cartões de crédito e outra empresa de transportes aéreos. Go, Gol, laranja, venha conosco!
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A versão original foi narrada por Morgan Freeman, a nacional, por Antonio Fagundes (se não me engano). Nem isso salva essa péssima importação de propaganda. Da próxima vez, espero que o pessoal da TBWA/Chiat/Day de Los Angeles peça ajuda aos planners brasileiros.
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Confira o vídeo da campanha:
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