Igualdade na pobreza ou desigualdade na riqueza?

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Posted by atila VELO | Posted in Curiosidades | Posted on 06-04-2009

Acredito haver uma estreita relação entre a política econômica de um país e a situação do mercado. Profissionais de Marketing, Gestão, Propaganda e Tecnologia – temas mais abordados aqui -, devem buscar entender um pouco a respeito, pois tal política influencia diretamente no mercado em que estão inseridos e, no final da história, em suas vidas como um todo. Uma questão polêmica e popular no Brasil é da vilanização do Capitalismo e da glorificação do Socialismo. Deixo abaixo uma excelente reflexão sobre o assunto:
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Karl Marx toma Coca-Cola

“Imagine um país com dois habitantes e renda total de 10 moedas, dividida meio a meio. Desigualdade zero, perfeita distribuição. Imagine agora um país com dois habitantes, mas com renda total de 30 moedas, sendo que o indivíduo A fica com 20 e o B com 10. A renda do rico é o dobro daquela do pobre, mas este certamente está melhor de vida do que os dois igualmente pobres do primeiro país.
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Este é o ponto para ilustrar um debate bem atual, a crescente desigualdade de renda no capitalismo global.
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Em 2007, poucos chineses compraram Ferraris zero km por US$ 300 mil, e isso em um país no qual um salário de 200 dólares/mês é bastante bom. Enorme desigualdade – mas toda a população chinesa vive melhor hoje do que há 30 anos (China comunista), quando, antes das reformas econômicas, havia uma ampla igualdade na pobreza. Desde a introdução do capitalismo, cerca de 600 milhões de chineses deixaram a linha da pobreza, processo que continua. Em outras palavras, a China desigual de hoje é melhor que a China igual do passado. Cuba é um exemplo, hoje, de igualdade na pobreza.
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Digamos que uma família tenha uma renda mensal de 100 moedas, estável durante alguns anos, enquanto a renda nacional cresce a 5% ao ano. Claro que, a cada ano, essa família torna-se mais pobre em relação à média da população. Imagine, porém, que alimentos e bens de consumo tenham ficado cada vez mais baratos ao longo dos anos (devido ao livre mercado). Ou seja, com as mesmas 100 moedas aquela família pode comprar mais coisas e melhorar sua qualidade de vida. Pela medida da renda, terá piorado. Pela medida do consumo, terá melhorado.
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Está aqui o fenômeno mais importante do capitalismo global de hoje. Durante décadas, a produção de alimentos esteve em alta e os preços em queda acentuada – fato que beneficiou diretamente os mais pobres, justamente a parcela da população que gasta parte maior de sua renda com alimentação. Também aumentou a produção e despencaram os preços de bens de consumo essenciais para a qualidade de vida, como fogão, geladeira, televisão, telefones e, mais recentemente, celulares e computadores. De novo, isso beneficiou diretamente a parte mais pobre da população mundial que não tinha e passou a ter acesso àqueles bens.
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Não faz muito tempo, uma linha de telefone não-comercial custava US$ 5 mil no Brasil e era, então, um sinal de desigualdade. Em 2008, mais de 100 milhões de brasileiros utilizaram celulares igualmente. Pode haver aí uma desigualdade – o rico utilizando um aparelho de 2 mil dólares e o pobre com um modelinho usado de 50 reais. Há geladeiras de 30 mil reais e outras de menos de mil. Idem para aparelhos de televisão.
Mas ricos e pobres fazem as mesmas coisas, comunicam-se, preservam alimentos e vêem TV.
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Ou seja, a desigualdade maior estava no início do capitalismo, quando a diferença era ter ou não ter aquilo que melhora a vida. Há desigualdade entre andar de Ferrari e de carro popular usado. Mas é bem menor do que ter ou não ter o carro, este acessível a um número cada vez maior de pessoas, em consequência de uma combinação de preço menor, maior renda e ampliação dos sistemas de financiamento.
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A expansão do capitalismo trouxe ao mesmo tempo uma maior desigualdade de renda e uma maior igualdade material e, pois, de qualidade de vida. Claro que o ideal seria combinar as duas igualdades – Ferraris para todos! – mas como dizia Deng Xiaoping, é preciso que alguns enriqueçam. O sistema depende dos empreendedores que sabem ganhar dinheiro produzindo bens e serviços.
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Vai daí que restam para o governo duas funções principais. A primeira e mais importante é criar um ambiente de negócios favorável ao empreendedor privado, condição necessária para o enriquecimento de uma nação. A segunda é fornecer educação e saúde básica, mas especialmente boa escola, que é a base da ascensão social e, pois, da redução das desigualdades. E escola boa não é como DVD, que fica cada vez mais barato. É cara – e essa é uma vantagem comparativa dos mais ricos. Resumo: capitalismo e escola pública de qualidade.”

Nova tendência de mercado: a morte do Capitalismo!

Artigo editado, originalmente escrito por Carlos Alberto Sardenberg, publicado em O Globo, 28 de fevereiro de 2008 e em seu site pessoal

Governo brasileiro enriquece contrabandistas e paraguaios

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Posted by atila VELO | Posted in Curiosidades, Notícias | Posted on 30-03-2009

O Ministro da Fazenda anunciou aumento no imposto sobre o cigarro, que aumenta o preço  do produto em 30%. Eles acham que cobrando mais caro, as pessoas vão parar de fumar e o Governo terá menos gastos com saúde pública. Mas a realidade é outra. As pessoas não vão parar de fumar. Quem tiver condições, vai reclamar e continuar comprando normalmente – e, consequentemente, terá menos dinheiro para comprar outras coisas. Quem não tiver condições, ou seja, grande parcela da sociedade, irá migrar progressivamente (como já tem feito) para o mercado informal, dos cigarros ilegais, trazidos de fora do país (dizem que vem do Paraguai).
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Lula fumando um cigarrinho

Lula: para o salário dele não fará diferença

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Quem ganha com isso?

Os contrabandistas e as indústrias estrangeiras.

Quem perde?

A arrecadação de imposto do Brasil, a saúde pública (pois a qualidade dos contrabandeados é pior), as indústrias e produtores rurais do ramo tabagista de nosso país (o que gera desemprego) e a qualidade de vida em geral do cidadão.
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Considero esta uma medida que restringe a liberdade de escolha do indivíduo. Uma proposta estúpida, inconsequente, que não respeita a democracia e o livre mercado. Mais uma vez, a cambada que foi eleita para nos representar com Poder Público, ajuda a piorar ainda mais nossa vida. Espere e confira a quantidade de gente fumando marcas estranhas…
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Gisele Bündchen: fumando um cigarrinho

Gisele Bündchen: quem ganha mais não vai migrar para os “paraguaios”

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Trechos extraídos de UOL Economia:

O aumento da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e PIS/Cofins sobre o cigarro, anunciado hoje [30/03/2009] pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve entrar em vigor daqui a um mês e pode elevar o custo do cigarro em cerca de 30%. Essa receita deve compensar parcialmente as reduções de IPI em itens do setor de construção civil e automobilístico também anunciadas hoje por Mantega. [...] Na avaliação da companhia [Philip Morris], com uma reforma tributária mais aprofundada, a previsão de arrecadação fica mais estável e diminui-se também a incidência de informalidade nesse segmento.