Posts Tagged ‘Propaganda’

Há alguns anos o software Corel Draw vem sendo discriminado por usuários de seu principal concorrente, o Adobe Illustrator. O “Corel”, como é conhecido entre os designers e diretores de arte, tem fama de ser um programa de sobrinhos, de amadores, de estagiários de gráfica fundo-de-quintal.

Apesar dessa má fama, ele ainda é um software muito competente, com diversos aspectos interessantes. O ponto mais criticado, sua estabilidade, tem melhorado com suas últimas versões. Há três meses foi lançada a décima quinta versão do software, chamada Corel Draw x5, com diversas funcionalidades novas e relevantes.

Quando eu pensei que eles caminhavam num rumo bacana… eis que me deparo com um anúncio, na revista INFO exame de maio (ed. Abril). Fiquei chocado com a barbárie! Destruíram toda a credibilidade que tinham. O uso dos quadrinhos é super legal, acho válida a ideia. Agora, a ambientação numa barraquinha de camisetas, o super-herói desastrado (ridículo!), o vendedor de franja esquisita e o texto que dá a entender que qualquer um, “que comece do zero”, conseguirá bons resultados… tudo isso fez deste anúncio uma bomba. Resta saber o que se passou na mente de quem criou e, pior ainda, de quem aprovou este anúncio.

Confira, clicando na imagem para aumentá-la:

anuncio corel draw x5 - revista info

Para aliviar o tom de críticas, quem ainda não entrou em contato (ou não reparou) na utilização inteligente das embalagens de açúcar União, os sachês, pode conferir na imagem abaixo. A inovação está em utilizar a embalagem como condutora de mensagens motivacionais, que vinculam a marca ao estímulo das mensagens. Se pensarmos que a maior parte das pessoas pegará um sachê desses quando estiver tranquilamente querendo adoçar seu café… foi coerente e inteligente. As mensagens são piegas, mas cumprem seu papel. Clique na imagem para aumentá-la:

acucar uniao saches com mensagens

Em resposta ao post “Entendendo Redes Sociais e Mídias Sociais assim como suas ferramentas” do Mídias Sociais blog:


“Propaganda” ou “publicidade”?

Philip Kotler e Kevin Lane Keller definem, em “Administração de Marketing”, PROPAGANDA como: “qualquer forma paga de apresentação não pessoal e promocional de ideias, bens ou serviços por um patrocinador identificado”.

PUBLICIDADE só aparece como recurso do profissional de Relações Públicas. Quando algo é bom ou ruim, a marca tem publicidade positiva ou negativa, ou seja, divulgação espontânea e que foge ao controle da empresa.

O conceito, por causa da “propaganda” nas grandes guerras (a propaganda moderna deve muito ao nazista Joseph Goebbels), foi afastado do vocabulário anglicano e norte-americano. Lá, eles usam ‘advertising’ para o que chamamos de ‘propaganda’. O que chamamos de ‘publicidade’, para eles é ‘public relations’ (exercida pelo PR Manager). Propaganda, para eles, é um termo que define propagação ideológica sem escrúpulos, como nas guerras.


“Redes sociais” ou “mídias sociais”?

Coloquialmente utilizamos ambos como sinônimos. Entretanto, o termo rede social é super antigo no mundo corporativo, sempre foi usado com relação à construção de networks. Se temos uma mídia (a internet/um site) intermediando a rede social, então esta mídia é social (mas, dentro dela, existe a rede).

No final das contas, em ambos os casos, no dia-a-dia não faz muita diferença usar um termo ou outro. No final das contas, hoje nos referimos à publicidade apenas como retorno de mídia ou conteúdo gerado por usuário. Já as redes sociais sem mídias intermediadoras são chamadas apenas de networks. A linguagem técnica e seus conceituadores devem ser tão flexíveis quanto ela própria, o mundo muda, evolui, progride, assim como nossa língua. Sendo assim, debater terminologias retrógradas é jogar conversa fora!

Uma quitanda, ou melhor, mercado de vegetais do Espírito Santo, aprovou uma campanha super ousada, despojada e criativa. Trata-se de sátiras vegetais com nomes de grandes sucessos de Hollywood, como “Melão Rouge” e “Pimentão Valente”.

Pode ser considerada uma campanha que acompanha as recentes tendências de sustentabilidade, pois a campanha é toda verde. Tá, a piada foi ruim, mas a campanha, feita pela agência MP Publicidade foi bem legal.

Intitulada “Aqui a natureza é a estrela”, esta campanha não é novidade para alguns, mas para quem ainda não viu, vale a pena conferir!

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O objetivo do filme de 2 minutos, destinado a exibição apenas em salas de cinema, é conscientizar e angariar fundos para a defesa da mulher, da ong Women’s Aid.
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A história é a seguinte: Keira chega em seu apartamento e é agredida, verbal e fisicamente por seu companheiro ciumento, que suspeita que ela está tendo um caso com algum ator. Quando a violência começa, Keira tenta recorrer à equipe, pedindo para que cortem a gravação, justificando que aquilo não estava no script. Uma metáfora, como se a violência não fizesse parte do script de um relacionamento. Ao final, a mensagem “Não era hora de alguém dizer corta?”, no sentido de que na vida real não é possível “cortar” a gravação e evitar tal tipo de agressão. Bem forte, rumores dizem que o vídeo foi censurado – mas não confirmei esta informação.
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Confira o vídeo e, abaixo, a transcrição das falas em português:
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Knightley: Oh, você está aqui (percebe a mão dele sangrando). Você se machucou? Tome (dá a toalha).
Namorado: Quem foi hoje? Seu par romântico?
Knightley: Ai, querido, por favor…
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Namorado: Como foi? Parecia de verdade?
Knightley: É o meu trabalho (ele joga toalha no rosto dela).
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Knightley: (olha para câmera e fala) Desculpe, não combinamos isso. Não estava no script.
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Namorado: Vadia! (dá um soco nela)
Knightley: (cai no chão)
Namorado: Sua estúpida (continua a espancá-la)
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Fontes: um | dois

É, diriam os antigos, quem diria! Quem diria que uma linha de cosméticos que nasceu em 1886, para donas-de-casa e vendida de porta em porta, iria atingir o tamanho estrondoso que atingiu? Seu faturamento oscila na faixa dos 10 milhões de dólares por ano, com suas vendas globais. Quem fundou a empresa foi David McConnell, um tiozinho simpático que vendia livros no mesmo sistema porta a porta (o spam da época). Os cosméticos, a princípio, eram brindes. Porém, tornaram-se mais populares do que os livros. Tal demanda gerou uma oportunidade gritante, que até o tiozinho McConnell percebeu e apostou na ideia.
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Agora, um império dos cosméticos, que se distancia cada vez mais do público de menor renda (que foi o foco há algumas décadas), aproximando-se da classe média e de parte dos mais abastados também. Como faz isso? Com campanhas belíssimas, trabalhando o valor da marca, design de embalagem, treinamento da força de vendas, melhorando a qualidade dos produtos, aumentando os preços, associando nomes famosos, copiando o Nine Inch Nailsperaí, copiando o Nine Inch Nails?
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E não é que em sua última empreitada, um lindo vídeo que foi exibido em vários países do novo e do velho mundo, a Avon juntou o nome Lacroix e, talvez sem querer, roubou uma baita ideia do grupo Nine Inch Nails? Talvez tenha sido o subconsciente dos criativos e produtores. Talvez tenha sido uma “inspiração” descarada. Bem, veja os dois vídeos e tire suas conclusões.
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Vídeo da Avon (2009)


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Vídeo do Nine Inch Nails (1997)


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Assistindo ao vídeo inteiro, minha opinião é de que bastou jogar no liquidificador o videoclipe com alguns toques de fashion, bater por 30 segundos e voila, estava pronto.

Para promover o Q5, a Audi resgatou o conceito de animação mais básico, as folhas que se sobrepõem. Porém, não tem nada de desenho rústico: o vídeo faz uso de efeitos avançados e trabalha com certa melancolia na narrativa. Cenas que são incorporadas ao cenário somente por meio do livreto dão um toque simplista, poético, mágico, que estreita a relação entre produto e indivíduo.
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Com o slogan “Tudo acontece na pista”, o filme foi gravado na África do Sul e dirigido por Kim Geldenhuys. O conceito é de que para funcionar a animação das páginas, é preciso que cada imagem esteja perfeitamente posicionada, reforçando o valor de “precisão” do veículo e servindo de metáfora para a qualidade e tecnologia funcionando numa impecável harmonia. Agência: Ogilvy Johannesburg.

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