A ousada campanha cinematográfica da quitanda

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Posted by atila VELO | Posted in Propaganda | Posted on 19-08-2009

Uma quitanda, ou melhor, mercado de vegetais do Espírito Santo, aprovou uma campanha super ousada, despojada e criativa. Trata-se de sátiras vegetais com nomes de grandes sucessos de Hollywood, como “Melão Rouge” e “Pimentão Valente”.

Pode ser considerada uma campanha que acompanha as recentes tendências de sustentabilidade, pois a campanha é toda verde. Tá, a piada foi ruim, mas a campanha, feita pela agência MP Publicidade foi bem legal.

Intitulada “Aqui a natureza é a estrela”, esta campanha não é novidade para alguns, mas para quem ainda não viu, vale a pena conferir!

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Editora Abril NÃO acerta em redação publicitária

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Posted by atila VELO | Posted in Anúncios, Marketing, Redação | Posted on 04-05-2009

Este anúncio provavelmente é do tipo “tapa-buraco”, quando temos uma página sobrando para fechar a revista. Seja por falta de matéria, seja por saída imprevista de um anunciante. De qualquer forma, o que me chamou a atenção foi a pobreza do texto. Quem fez este anúncio? Teria sido o núcleo jovem da editora? A agência Salve?
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Sejá lá quem criou esta peça, a mente criativa provavelmente não é de um redator publicitário. Qualquer redator que não tenha comprado seu diploma de publicitário sabe que não se deve utilizar a palavra “não” na assinatura, a frase imperativa, o call to action, a frase em que dizemos diretamente ao consumidor o que ele deve fazer.
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Não deixe de ler! Não o quê? Deixo o quê?

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Algumas teorias afirmam que o cérebro tem dificuldade em entender o “não”. Imagine se alguém fala para você “não pense na cor azul!”, você já pensou. Ou, entre alpinistas: “não olhe pra baixo!”, já viu essa cena? Da mesma forma que não podemos criar títulos interrogativos com resposta “sim” e “não”, do tipo “você não adoraria passar suas férias nesta linda praia?” – o target pode pensar “não.” e ignorar o anúncio.
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Sendo assim, “Não deixe de ler” pode ser interpretado por nosso subconsciente como “Deixe de ler”. E o pior é que muitos estão viciados em frases como “não perca”, “não se esqueça”, “não sai de casa sem ele”, entre tantas outras.
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“Normalmente, a negação surge para o leitor como um problema enquanto a afirmação surge como solução. É mais persuasivo dizer ao leitor o que ele deve fazer do que não deve fazer. Além do mais, uma frase negativa obrigatoriamente exauta o que ela mesma nega.” (fonte)
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“…o poder de um título está em seu fechamento, isto é, um bom título é aquele que, por suas características, não pode ser contestado. Ora, se criarmos um título interrogativo, na verdade, estamos pedindo para sermos questionados.” (FIGUEIREDO, Celso. “Redação Publicitária – Sedução pela palavra”, p.20)