Posts Tagged ‘mídias sociais’

Em primeiro lugar, quero esclarecer que prefiro o termo mídias sociais, pois considero o Facebook, por exemplo, uma mídia social. Ele é o canal onde temos nossas redes sociais.

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ANALISTA?

A princípio, os caras que trabalhavam com blogs e fóruns eram apenas blogueiros e moderadores. Aos poucos, as mídias sociais ganharam popularidade, mas ainda não era o ápice. Foi aí que inventaram o termo evangelista, ou evangelizador de mídias sociais, porque parte do trabalho (talvez a mais difícil) era convencer empresas e consumidores a aderirem ao mundo das mídias sociais, praticamente “pregando a palavra”. O tempo passou e hoje já não é mais necessário tentar convencer alguém sobre a relevância e utilidade das mídias sociais: eis que nasce o especialista em mídias sociais ou, o termo mais aceito, analista de mídias sociais. Aí, dizem que quem se afirma especialista numa área tão nova é charlatão. Os que consideram “analista” um termo hierarquicamente baixo se dizem “gestores” de mídias sociais. No fim das contas, eu prefiro dizer que sou o Mídia Social (assim como nas agências tem o Mídia, o Atendimento, o Tráfego, etc.). E você, qual termo prefere? Conhece algum consenso?

PRÉ-REQUISITOS

Aí começa o problema: não se sabe nem como chamar o sujeito, tampouco o que ele precisa saber. Generalizando: alguns acham que jornalistas são ideais, porque escrevem bem e sabem informar; outros preferem publicitários, porque são criativos conhecem linguagem persuasiva e conceitos de marketing; tem gente que prefere programadores, afinal mídia social é site, na internet, então eles devem entender disso; e outros simplesmente pegam qualquer um que tenha um blog e já está ótimo.

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ATRIBUIÇÕES

O problema ganha proporções maiores quando é preciso definir o que esse cara das mídias sociais deve fazer, o que é responsabilidade dele ou não. Algumas são básicas: blogar, twittar, cuidar da página no Facebook, usar um perfil ou comunidade no Orkut… Um trabalho desse tipo exige um planejamento e capacidade de coletar dados e gerar relatórios… esse cara sabe fazer isso? É preciso entender de gestão de marcas, personalidade, posicionamento… E o que mais ele faz mesmo? Ele pode compartilhar fotos no Flickr e vídeos no YouTube, mas é ele quem deve editar as fotos e os vídeos? É ele quem deve criar o layout e programar o blog? Faz SEO? E se precisar criar uns aplicativos para colocar no site da empresa, para integrar com o Twitter e o Facebook, quem faz isso? E qual é o piso salarial desse cara? Ah, chama seu sobrinho mesmo.

A fórmula começa a ficar batida… virais musicais, já existem tantos por aí que os novos nem surpreendem muito. Mas, de qualquer forma, como a maior parte das ações da Coca-Cola, uma peça muito bem produzida:

Por falar em Coca-Cola, a minha versão favorita (a Zero) acaba de lançar um aplicativo para Facebook que pode ser utilizado para organizar festinhas entre amigos: clique aqui para conhecer.

Vemos muitas empresas pequenas cometendo gafes no Twitter. Às vezes, erros monstruosos de português, discussão com clientes, promoções mentirosas, entre outros. Agora, não esperamos que gigantes multinacionais cometam os mesmos erros.

Acontece que a Unilever, que fez 80 anos no ano passado, criou uma promoção para  a ocasião. Aproveitou e criou uma conta no Twitter, na qual divulgava os vencedores e convidava as pessoas a participar e… . Ficou nisso. A conta que existe no endereço http://twitter.com/unileverbrasil só tem isso.

Veja nas imagens abaixo: a primeira, do Twitter e a segunda, do hotsite da promoção.

clique para aumentar (twitter da Unilever)clique para aumentar (hotsite da promoção)

Como se não bastasse, eles ainda resolveram criar contas específicas para o SAC de produtos diversos. Entre os anunciados estão o xampú Seda, o suco AdeS, a maionese Hellmann’s e a margarina Becel. Se você clicou nos nomes, já percebeu um grande #fail: a página que deveria levar ao SAC do xampú simplesmente não existe. E, se der uma olhada nos outros, verá que o “relacionamento” não passa de bajulação em retribuição à bajulação – super repetitivo.

Veja nas imagens abaixo: a primeira, da notícia alardeando os SACs no Twitter, a segunda, prova da conta inexiste @SACseda e a terceira, dos twittes chatos da Becel.

clique para aumentar (SACseda inexistente)clique para aumentar (sacseda doesn't exist)clique para aumentar (SACbecel)

O que aprendemos com isso?

Que mesmo grandes, gigantes empresas ainda não entenderam as mídias sociais, ainda não sabem como atuar e nem como aproveitar todo o potencial que elas oferecem.

Fica a dica, Unilever! #fikdik

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25/05/2010: RESPOSTA DA UNILEVER
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Meu nome é Lara, trabalho no centro de relacionamento com o consumidor da Unilever e através do acompanhamento das manifestações em relação às nossas marcas nas redes sociais foi possível localizar o seu blog. Super obrigada pelas sugestões no post.  É sempre bom trocar informações com pessoas da área.

No mês passado, realizamos uma mudança de username no nosso perfil de sacSeda para SedaOficial.  Houve um equívoco na publicação do novo endereço na notícia publicada a respeito no site da Unilever, porém a mesma já foi corrigida.

A estratégia utilizada pela Unilever no twitter é a de se relacionar e acompanhar de perto todos os consumidores que citam experiências positivas ou negativas sobre nossos produtos. Logo, interagimos com todo mundo que nos cita, seguindo-os e atuando também como canal de atendimento na resolução de problemas.

Em relação ao twitter UnileverBrasil, ele foi criado para uma campanha especial de 80 anos da Unilever e com o fim da campanha fizemos uma pausa na atualização do canal porém estamos planejando novas ações em breve.

Agradecemos suas sugestões e nos colocamos à disposição para qualquer outra dúvida. Obrigado por nos ajudar a melhorar nossos canais. As redes sociais são um espaço onde empresas como a nossa aprendem todos os dias com os consumidores.

Abraços, Lara Asfora | SAC – Unilever Brasil

A revista SuperInteressante (ed. 277, abril 2010, p.35) compilou alguns dados e montou um infográfico bem legal sobre os usuários do Twitter. Tomei a liberdade de reproduzí-lo abaixo (pode-se encontrá-lo no site da revista também), confira:

twitter infografico (clique para aumentar)

clique na imagem para aumentá-la

Confira abaixo diversos gráficos e números recentes sobre os usuários do Twitter:

View more presentations from atila VELO.

crédito dos logos: webtreats.mysitemyway.com

Uma coisa é fato: de SEO, talvez elas entendam. Ao procurar por “mídias sociais” no Google, são elas que aparecem na coluna da direita, a dos links patrocinados. Tá, não é SEO, é leilão de palavra-chave. Tudo bem, mesmo assim, elas estão investindo e afirmando que entendem do assunto e que os empreendedores podem confiar suas marcas aos seus cuidados. Vamos ver?

clique na imagem para aumentá-la

Dialeto.net
A primeira agência possui um site bem limpo, com javascript e sem flash. Uma modelo loira ao notebook é a “imagem conceitual” da empresa. Sobre mídias sociais, segundo as próprias palavras da agência: “Com uma enorme experiência em Mídias Sociais, a Dialeto tem ferramentas de monitoramento e análise [...] estrategistas que identificam crises de reputação e oportunidades”. Me ocorre: enorme experiência? Peraí, este tipo de serviço é tão antigo assim? #fail Continuando, o index do site (Approach no menu) retorna uma página 404. Na Clientes, todos os logotipos estão com links quebrados, nenhuma imagem é exibida – e nenhum trabalho mostrado.  No blog da empresa, algumas notícias interessantes, slides… e os links padrão do WordPress! #fail Presença apenas no Twitter, maior parte RTs, 500 seguidores.

Nocaute.net
Esta possui um site mais bonito e simplista, tudo numa única página. Tem um diretor bacanão, que agrega credibilidade. Mas aí tenta convencer seu prospect qualificado que vale a pena investir em mídias sociais com um vídeo em inglês, o “Did You Know”. #fail E o melhor: a agência não disponibiliza acesso a nenhuma presença dela própria nas mídias sociais. #fail

Anfíbia
O site desta agência já é um pouco maior, agradável de navegar. Parecem entender de marketing digital mas… chamam o trabalho em mídias sociais de seeding! #fail (Seeding?) Essa tem um blog mais legal, ativo e com conteúdo. No Twitter, proporção 2 seguindo para 1 seguidor (quase um mass follower). A maior parte dos tweets são links para o próprio blog e, pasme, com URLs grandes! #fail

M2BRnet
Com um nome super bonito e original, o site dá conta do recado. Pra explicar as mídias sociais, divaga sobre o termo web 2.0 (que divide mares) e indicam um case no SlideShare (com menos de 200 visualizações #fail). No case, demonstram como utilizaram seeding no Orkut, que até deu resultado, mas na divulgação do link do site do cliente. Ou seja, foram escravos do Analytics, focando na visitação e pageviews do site, não no diálogo, no relacionamento. Twitter deles? Fraquinho também.

DigiPronto
Primeiro erro: vídeo com autoplay #fail, que dá aquele susto com o som que começa a rolar. De resto, o site está de acordo com as tendências recentes. Conta alguns cases legais sobre sites e campanhas, mas nada de mídias sociais – nem descrição do serviço. O Twitter tem 75 seguidores.

GloGs (agência digital . org)
O site da última colocada tem visual bacana, mas apresenta trabalho em mídia social em pacotes. Ou seja, generalizam (segundo texto deles): criam perfis e comunidades, publicam textos algumas vezes por semana – dependendo do plano escolhido! #fail, respondem os comentários e enviam relatórios com alcance, quantidade de mensagens, comentários, etc. Eles não disponibilizam acesso a nenhuma presença deles nas mídias sociais. #fail

Conclusão
Talvez seja cedo demais para confiar em agências que se dizem especializadas em mídias sociais. Na verdade, como muitos profissionais concordam, todos têm teorias e metodologias, mas no fundo não há uma grande fórmula absoluta e infalível, nem profissionais que saibam de tudo. Gurus, especialistas e outros estão por aí, com o mesmo discurso destas agências. Fico até com receio quando me apresento, prefiro falar que sou webwriter e trabalho com mídias sociais. O melhor caminho talvez seja buscar auxílio naquela agência de marketing web que você já confia, ou então buscar por consultores e escutar alguns, para avaliar quem tem mais potencial para ajudar sua empresa nesta empreitada que, a primeira vista parece simples, mas é muito, muito complexae enriquecedora.

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