Caixa baixa e apenas tipos. É assim que se apresenta a peça de jornal da Visa, parte integrante da campanha “Go”. Há algum motivo para a escolha de minúsculas ou é apenas design por design? Prejudica a leitura ou não? Se o vídeo é tão rico em apelo emocional visual, por que optaram por alltype para mídia impressa?
Na versão impressa o “Go” confunde menos do que no vídeo. Mesmo assim, indiretamente a Gol linhas áreas pode estar se beneficiando, mesmo que a audiência não perceba: a marca pode ser lembrada e os valores de confiabilidade e até mesmo o relacionamento criado com a campanha institucional podem agregar valor à Gol.
Não, não. Só mais um grande ruído no melhor estilo lost in translation. .
Ouve-se falar que a tendência agora é empurrar slogans curtos. Pois a TBWA/Chiat/Day de Los Angeles ajudou a Visa nesta missão. Uma campanha institucional suntuosa. Só que, para exportá-la, é preciso planejamento.
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Vamos exportar comunicação. Ok, primeira coisa a verificar: que língua se fala no país de destino? Culturalmente compatível? E o cenário mercadológico? Bah. Três perguntas que esqueceram de fazer.
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Resultado? Uma campanha visualmente incrível, só que cheia de ruídos. - Primeiro ruído: duplo slogan: “GO.” era o mote em inglês, que marca presença visualmente nas peças. Então, junto ao “GO.” empurraram um “Mais pessoas vão com Visa”. Qual é o slogan? Então Visa me carrega? Visa é transporte para que eu vá com ele? - Segundo ruído: a palavra, em inglês, “go” tem pronúncia muito próxima da palavra, em português, “gol”. É gol? Visa tem algo que ver com futebol? - Terceiro ruído: a predominância da cor laranja somada à pronúncia “gol”, somada ao slogan “Mais pessoas vão”, criam uma baita confusão entre uma empresa de cartões de crédito e outra empresa de transportes aéreos. Go, Gol, laranja, venha conosco!
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A versão original foi narrada por Morgan Freeman, a nacional, por Antonio Fagundes (se não me engano). Nem isso salva essa péssima importação de propaganda. Da próxima vez, espero que o pessoal da TBWA/Chiat/Day de Los Angeles peça ajuda aos planners brasileiros.